O dia da Infâmia

Cuestións sobre o idioma dos nosos pais (significado de palabras, normativización, reintegracionismo, etc.).
cachafeiro
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O dia da Infâmia

Mensagempor cachafeiro » sábado, 20 jun 2009, 17:42

Concha Rousia

O dia da Infâmia: 19 de Junho de 2009

19:35 19/06/2009
E chegou o dia de entregar o infame papelinho do inquérito. Pousei-o nas pequenas mãos da minha filha, mãos que já aprenderam a ser firmes porque elas sabem do mundo ao que pertencem, uma Terra que pede luita... como dizia o cantar de ?Fuxam os Ventos?... noutrora, noutrora que era esta mesma hora... e eu sonhara então que a justiça ainda era possível algum dia... E seguia a dizer o cantar... ?Terra que precisa gente inteira prá libertare...?

À minha mente veio hoje, sem eu a procurar, uma imagem, a dos índios que venderam Manhattan aos Holandeses por 60 florins em 1626, também eles viram não outra saída... O poderoso sabe anunciar sempre bem isso... e é ?ou à maneira deles? ?ou à maneira deles...?

Nós hoje vimo-nos forçados a vender a nossa língua, o nosso inimigo sabe atuar, ele nos observa, ele nos conhece... ele sabe que fizermos o que nós fizermos ele saberia dar as voltas para o usar na nossa contra... Se respondermos aos seus inquéritos nada se passa, porque eles não tem pensado fazer caso se as contas não lhe saem... Se nós nos tivéssemos negado a responder, nada iria adiantar porque eles já convenceram a outra gente que sim lhes responderia, o depredador sabe escolher o momento... e por isso que nós hoje não tivemos outra opção que vender a nossa língua... pergunto quanto seria a conta em Florins? O que vale uma língua? O que vale uma cultura?

Eu hoje senti, e me atrevo a dizer, a dor do etnocídio nas minhas carnes e fiquei paralisada, apenas pude escrever este pequeno texto...

Um corpo sem janelas
Às vezes
como hoje
fico triste
por ter de deixar em herança
a quem mais estimo
a quem mais devo
apenas esta guerra
em que vivo

Quando a mim me foram doadas
as transparentes assas do vento
para percorrer sem ter de me mover
os cantos segredos do universo

a mim me foram entregues
as sábias mãos da água
com infinitas carícias
a compor ribeiras florescidas
e músicas de melras
a tecerem ninhos e destinos
e som para os ouvidos

e os olhos do dia
também me foram oferecidos
que porem
me permitiam ver a noite
tocar o interior da escuridade
que era seda pintada de estrelas

...e agora eu o que deixo?
apenas um vazio
uma ausência
e esta saudade desmedida
em que me embrulho
para ocultar que existo
e que não existo
porque há não saída deste desterro
no interior de um corpo avelhentado
mas não envelhecido...
aonde irei eu agora
levar a minha juventude
aonde irei levar morrer
o meu corpo
cheio de vida

http://www.vieiros.com/columnas/opinion ... ho-de-2009


Alexandra

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rubi
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O dia da Infâmia

Mensagempor rubi » segunda, 22 jun 2009, 12:29

O BNG pide que o Parlamento condene as proclamas antigalegas

Redacción . O deputado do BNG no Parlamento, Bieito Lobeira, vén de presentar unha proposición non de lei pola que insta a Cámara Galega a que manifeste 'a súa máis enérxica condena e rexeitamento ás proclamas xenófobas e antigalegas realizadas pola fundación FAES'.

Ademais, a iniciativa do BNG insta o Goberno galego a que ?a iniciativa propia, e tamén perante o Goberno español, utilice as medidas precisas co fin de que a fundación FAES cese de inmediato coas súas actitudes manifestamente hostís á diversidade nacional, lingüística e cultural existente no Estado Español e, especificamente, respecte o dereito do pobo galego á súa existencia política e ao exercicio pleno dos seus dereitos lingüísticos e culturais?.

Bieito Lobeira denuncia que a FAES, vinculada ao PP e presidida por José María Aznar, ?utiliza a arma do racismo e da xenofobia para atacar, insultar e humillar os galegos e galegas? nas súas publicacións e informes. Pon como exemplo, o seu cuestionamento da existencia do idioma galego, ao que considera ?una suma de variantes lingüísticas galaicas que, por comodidad, llamábamos gallego?.

Ademais, a FAES ataca directamente o Estatuto de Autonomía de Galiza por considerar o galego a lingua propia de Galiza, ao defender que ?el concepto de lengua propia (....) se trata, que duda cabe, de una idea predemocrática que legítima la prevalencia de una de las lenguas con respecto a la otra que, para más inri, es la única lengua oficial del Estado?. Considera que as políticas de apoio ao noso idioma, regulada a través da Lei de Normalización Lingüística, aprobada en 1983 polo Parlamento Galego, ?es la última de las extravagancias que atraviesa la historia de España?.

Discriminación

Ademais, a FAES insinúa que durante os 40 anos da ditadura fascista de Franco a lingua galega non estivo prohibida asegurando que, no caso das publicacións, tivo ?el mismo límite que tuvieron las producciones en castellano?.

Por último, e entre outras mostras de afirmacións prexuizosas, a FAES critica as políticas de discriminación positiva a favor do galego, a lingua que está en situación de inferioridade, comparando co nulo efecto que estas políticas tamén tiveron, ao seu xuízo, sobre as mulleres e os negros.?El caso de negros y mujeres en Estados Unidos a partir de 1970 con el de catalanohablantes y vascohablantes en España a partir de 1980, -a los gallegohablantes la hora les ha llegado más tarde- los efectos contraproducentes de la discriminación positiva son muy parecidos aquí y allí?.

Fuente: www.anosaterra.org

Rubí
Buenos Aires-Argentina


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