INCREIBLE Y VERGONZOSO

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xestor
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Mensagempor xestor » terça, 01 mai 2007, 12:30

Leo abraiado o comentario sobre unha que ven confirmarme ate onde chega o auto-odio. Resulta que ao parecer un dos responsables de que gallego=tonto no dicionario da Real Academia Española da lingua é un fillo de galegos.

Penso que isto non debe quedar sen resposta por parte dos verdadeiros fillos de galegos. Este renegado desmerece do seu sangue e enlixa a fachenda de galegos que temos os verdadeiros fillos de Galiza! :x Ademais confirma un profundo auto-odio porque se está chamando a si mesmo hijo de tonto.

Anímovos a todos a deixardes respostas en todos os foros onde atopedes a este bastardo (e non é un insulto, se tan académico é saberá o que esa palabra quere dicir que desmerece da súa orixe). O seu pai terá que estar contento.
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Mensagempor xestor » terça, 01 mai 2007, 12:36

E tampouco ten desperdicio o que di un tipiño neste blog: http://castellanoactual.blogspot.com/20 ... legos.html

Aínda que os seus argumentos comezan cun razoamento serio acerca da separación entre lingua e política (co que se pode estar ou non en desacordo) ao final véselle bastante o plumeiro anti-nacionalista e falto de todo respecto ás iniciativas que tentan rematar con este insulto institucionalizado, ademais por medio dun organismo público, pagado entre outros por todos os galegos, e que aínda por riba ten o selo do Rei de España, que se supón eo tamén dos galegos.
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Mensagempor xestor » terça, 01 mai 2007, 12:40

...digo eu que pensaría ese señor se o dicionario do castelán recollese dentro das acepcións de santaderino (coido que el é cántabro) a de hipócrita, que ao fin e ao cabo é un emprego real e bastante frecuente (os santaderinos teñen dúas caras).
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bershky
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Mensagempor bershky » terça, 01 mai 2007, 16:27

         Parvos e tatabexos , habelos hainos por tódolos currunchos do planeta. Sen dúbida este homiño é un deles. Claro ! se ven de gallegos tontos ( que tamén os haberá, ) xa se sabe?De tal xesta tal vasoira. Respecto que se auto-proclame "tonto" , mais o auto-odio que sinta polas súas raizames , non lle da dereito a fixarnos semellante etiqueta os demais galegos. Coido que esta persoa teña á persoalidade clínicamente en coma, nada que ver cós seus proxenitores

         De tódolos xeitos a culpa disto non è só do "gallego-tonto", senón dos responsables españois que representaron naquel ano ó DRAE .
Isto éche como se che dín: - Teu fillo è parvo.
Unha de dúas: Baixar a orella e tolerar, ou ,requichar o rabo e responder sen dubitar :
- Parvo seralo ti!

Este ? gallego-tonto? lémbrame aquel outro desequilibrado que lle chamaron Adolfito Hitler
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bershky
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Mensagempor bershky » terça, 01 mai 2007, 21:48

      Insufrible retórica a que exterioriza o tipiño
      http://castellanoactual.blogspot.com/20 ... legos.html

        ?
        ?no tienes porqué acomplejarte cuando no eres inferior?. Dille seu irmán gallego. Claro! Por iso lle chamas casi hermano, porque che vai polos paos.
Quen se sinte acomplexado? quer dicir, publican no DRAE que gallego é sinónimo de tonto e tartamudo , e termos que fechar o bico, porque senón amosaríamos complexo? Pero que isto?

Hai que buscar materia para enchelos blogs señor Fran J. Girao?

Mais di el mesmo , respondendo a un mexicano que o mellor será ?güey? ;-) Ou entendín eu mal?
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edreira
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Mensagempor edreira » quarta, 02 mai 2007, 11:00

El señor Fran J. Girao no merece ni una sola respuesta. Una persona que piensa que 312.000 gallegos son unos "radicales y descerebrados" por votar al BNG, ya apunta cual es su limite de tolerancia y respeto hacia los demás, nulo, inexistente.
De paso como gallego que soy y dado que a él no le parece importar esa definición de la RAE como "tonto", le regalo mi participación de tonto en el DRAE, ¡mucha suerte Sr. Girao! con su participación recién estrenada de tonto.
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sergiovenardi
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Mensagempor sergiovenardi » quarta, 02 mai 2007, 15:50

Olá a todos.

Eu tenho a seguinte opinião: se pertence à língua, tem de ali estar registrado o uso; o uso não se tolherá por decretos ou pedidos do Parlamento, pois continuará a existir.
Se me permitem vocês, faço um pequeno amontoado de coisas símiles que se encontram em português, a começar com o próprio gentílico galego, com as definições extraídas do Dicioário Houaiss da língua portuguesa:

n adjetivo e substantivo masculino
1 relativo a Galiza (Espanha) ou o que é seu natural ou habitante; galaico, galeco, galeciano
2 Rubrica: lingüística.
diz-se de ou língua românica, muito próxima do português, falada na Galiza (Espanha)
n substantivo masculino
3 Regionalismo: Brasil. Uso: pejorativo.
indivíduo nascido em Portugal, esp. os de mais baixo nível de cultura

4 Regionalismo: Nordeste do Brasil e Santa Catarina. Uso: pejorativo.
qualquer estrangeiro; gringo

5 Regionalismo: Nordeste do Brasil.
indivíduo louro
6 Regionalismo: Portugal. Uso: informal.
carregador de bagagens ou transportador de fretes, freq. natural da Galiza

7 Regionalismo: Portugal. Uso: informal.
indivíduo que trabalha arduamente, que realiza trabalho pesado
Ex.: trabalhou como um g. para educar os filhos
8 Regionalismo: Portugal. Uso: pejorativo.
indíviduo rude, grosseiro; labrego
9 Regionalismo: Alentejo. Uso: pejorativo.
o que é natural ou oriundo do Norte de Portugal, esp. da região das Beiras

10 Rubrica: história. Regionalismo: Rio Grande do Sul. Uso: pejorativo.
m.q. carimboto

Quanto ao português brasileiro, faço ainda destacar baiano:

n adjetivo e substantivo masculino
1 relativo à Bahia, estado do Brasil, ou o que é seu natural ou habitante
2 Regionalismo: Bahia.
relativo à cidade de Salvador BA ou o que é seu natural ou habitante; soteropolitano
3 Regionalismo: Maranhão.
que ou o que veio do sertão (diz-se de gado levado por sertanejos para as feiras de gado do Maranhão)
4 Uso: pejorativo.
m.q. caipira ('roceiro')
n substantivo masculino

5 Regionalismo: Maranhão.
sertanejo proveniente da Bahia, do Piauí ou de Tocantins, que traz gado para as feiras de gado do Maranhão
6 Regionalismo: Sul do Brasil.
indivíduo originário ou habitante de qualquer dos estados brasileiros, excetuando-se a região Sul; nortista
6.1 Uso: informal, pejorativo.
us. tb. como palavra-ônibus disfêmica e preconceituosa, fora do Estado da Bahia, com significados como 'tolo', 'negro', 'mulato', 'ignorante', 'fanfarrão' etc.

7 Regionalismo: Sul do Brasil. Uso: informal, pejorativo.
indivíduo que monta mal a cavalo
8 Regionalismo: Sul do Brasil.
soldado de infantaria
9 Rubrica: dança, etnografia. Regionalismo: Nordeste do Brasil. Diacronismo: antigo.
dança de par solto, com meneios acentuados dos quadris e sapateados, em que os parceiros eram escolhidos atirando-se-lhes na frente um lenço, ou com estalar de dedos, ou aceno de mão, ou com umbigada etc.
10 Rubrica: dança, música. Regionalismo: Brasil.
m.q. baião ('dança popular')

E tais arremedos lingüísticos não são novidade na nossa área galaico-portuguesa:

Capadócio
n adjetivo e substantivo masculino
1 relativo à Capadócia, província central da Ásia Menor, ou o que é seu natural ou habitante; capádoce, capadócico, capádoco
2 Uso: pejorativo.
que ou aquele que é pouco inteligente; ignorante; burro
3 (1889) Regionalismo: Brasil.
que ou quem é impostor; trapaceiro, charlatão
4 Regionalismo: Brasil. Uso: pejorativo.
que ou quem tenta enganar os outros dando-se ares importantes; cabotino, espertalhão
5 Regionalismo: Brasil. Uso: pejorativo.
que ou o que tem modos de canalha
6 Regionalismo: Brasil. Diacronismo: obsoleto.
que ou quem canta à noite sob as janelas da namorada

Beócio
n adjetivo e substantivo masculino
1 relativo à Beócia, região da antiga Grécia ao Norte e Noroeste da Ática, ou o seu natural ou habitante
2 Derivação: por extensão de sentido. Uso: pejorativo.
que ou o que apresenta as características atribuídas (pelos atenienses) aos beócios, ou seja, espírito pouco cultivado, indiferença à cultura; grosseiro, boçal
3 Derivação: por extensão de sentido. Uso: informal, pejorativo.
que ou o que não possui conhecimentos suficientes em determinado domínio; ignorante
Ex.:
4 Derivação: por extensão de sentido (da acp. 2).
que ou o que é simplório, ingênuo
n substantivo masculino
5 Rubrica: lingüística.
dialeto grego que era falado na antiga Beócia

Ou seja, não se conseguirá cercear tais usos, simplesmente arrancando-os dos dicionários e, ao meu ver, o dicionário da RAE cumpre acertadamente seu papel em registrar os significados variegados.

É isso.
Um abraço a todos.
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martalugo
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Mensagempor martalugo » quarta, 02 mai 2007, 17:17

Xana Escribeu:Pois eu non estou de acordo convosco. O dicionario da RAE engade esas definicións de galego, si, pero é que é un dicionario! Se en Costa Rica empregan galego como sinónimo de parvo, o DRAE ten que recoller este uso. Non pode eliminalo porque non sexa politicamente correcto. En todo caso, o BNG debería falar cos costaricenses, pero a rae só reflicte a realidade.


Eu teño un par de cousiñas que dicir:

- Estou residindo en Costa Rica dende hai tempo, e AÍNDA NON ATOPEI NIN UNHA SOA PERSOA QUE UTILICE OU SEQUERA QUE COÑEZA ESA ACEPCIÓN. Sí a de libélula, pero polo demais, só saben dos galegos polos chistes dos mexicanos e arxentinos, nada máis.

De feito, hai como dúas semanas Ferdando Diez Losada, que é de orixe galega e un dos filólogos máis importantes do país, escribiu unha columna respecto do tema dos Galegos na "Tribuna del Idioma", no diario "La Nación". Dicía que estaba estrañado desa acepción da RAE, de que en Costa Rica se usa "gallego" como sinónimo de tonto, xa que ninguén o utiliza dese xeito...


Pero a cousa vén de lonxe...
(MOI INTERESANTE...)



- Pero penso que máis grave aínda que INVENTARSE unha acepción son os AGRAVIOS COMPARATIVOS, está claro que aínda hai diferencias entre Comunidades... (como ben se ve no post do CQC...)

E, para o que desexe facer algunha suxestión á RAE, iso de que pode facelo neste enlace é máis que dubidoso... (a ver se lle deixan, porque eu -e moitas das miñas amizades costarricenses, que quede claro- aínda non o conseguín, e mira que o intentei, eh!):





SAUDIÑOS!!
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martalugo
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Mensagempor martalugo » quarta, 02 mai 2007, 18:04

Unha máis...



Como vedes, ata os "ticos" (costarricenses) alucinan co tema... :?
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edreira
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Mensagempor edreira » quarta, 02 mai 2007, 19:36

So quero engadir unha cousa para os puristas do español ou de outras linguas.
Falar de Galego-Tonto ou tartamudo. E XENOFOBIA utilícese agora neses países ou non. A parvada non pode ir mais lonxe, se nos temos moito coidado co que falamos de outras etnias para non caer no RACISMO, estamos no dereito de pedir que fagan o mesmo connosco. A RAE ten que eliminar do DRAE as dúas cousas.
As bestialidades da rúa, do xeito de falar de algunhas persoas, cando lle fallan o respecto a unha etnia non teñen o dereito de entrada en ningún dicionario, a intelixencia e o respecto esta moi por riba do purismo da lingua.
Para os que din que a política non é o xeito de pedilo, dicirlles que é toda unha casualidade que sexa un representante do BNG o que o pida. ¿Será que o resto dos representantes galegos no Congreso e no Senado están durmindo ou non saben ler.....ou moito mais perigoso....o mellor é que non se senten galegos?.
Os dous termos do DRAE o definir galego son un insulto a todo un pobo é si a RAE tivera un pouquiño de testa con neuronas, xa no seu momento debéuselle negala entrada as dúas cousas.

Saúdos.
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